O Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS (CG-IBS) aprovou, por unanimidade, o texto-base do Regulamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), manual que norteará a maior transformação fiscal do país nas últimas décadas.
Mais do que uma formalidade, a aprovação detalha a operação da "Super Secretaria da Fazenda" e acende alertas importantes para o setor produtivo, debatidos recentemente em fóruns técnicos na FecomercioSP.
Uma das diretrizes centrais do novo regulamento é o conceito de "compliance por design". A ideia é que a conformidade tributária esteja embutida no sistema desde o nascimento da obrigação.
A composição do CG-IBS revela o peso econômico do novo órgão. Os principais municípios representados no comitê são responsáveis por nada menos que 80% da arrecadação total do ISS no Brasil.
Essa concentração visa garantir que as cidades com maior expertise tributária e maior volume de operações liderem a transição, trazendo estabilidade ao sistema de arrecadação nacional.
Com a unificação das alíquotas pelo IBS e CBS, o mecanismo tradicional da "guerra fiscal" (redução de alíquotas de impostos sobre consumo) perde força. No entanto, especialistas já apontam o surgimento de um novo campo de batalha: as subvenções municipais.
O regulamento aprovado traz uma estratégia de implementação em "duas partes":
O cronograma é apertado: a CBS deve entrar plenamente em vigor em 2027, sob um novo contexto político nacional, e o IBS em 2029, coincidindo com a troca de mandatos de prefeitos em todo o país.
Para o comércio, a regra de ouro permanece: o benefício central do novo IVA será a agilidade no crédito tomado, mas o rigor sobre o que gera crédito (excluindo itens de consumo pessoal) será absoluto.
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