Quanto custa a dependência entre Fiscal e TI na sua empresa?

Quanto custa a dependência entre Fiscal e TI na sua empresa?
Quanto custa a dependência entre Fiscal e TI na sua empresa?
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Poucos gestores sabem, de fato, quanto custa aplicar uma nova regra tributária nos sistemas internos da empresa. E, quando falamos das regras utilizadas para calcular os impostos sobre produtos e serviços, essa falta de visibilidade se torna ainda mais preocupante.

 

Uma mudança de alíquota pode ser compreendida em poucos minutos por um especialista fiscal e levar dias ou até semanas para ser aplicada corretamente. Mas isso não acontece por falta de competência: o desafio está na dificuldade de integração entre as áreas Fiscal e de TI.

 

O Fiscal fala em incidência, benefícios e créditos tributários. A TI fala em tabelas, campos, condições e lógica de processamento. As duas áreas estão olhando para o mesmo problema, mas a partir de referências, conceitos e linguagens diferentes.

 

Esse esforço não costuma aparecer no orçamento, mas consome horas de especialistas, amplia o tempo para implementar mudanças e reduz a capacidade das equipes de atuar em iniciativas de maior valor para o negócio.

 

Por que essa dependência custa tanto?

A necessidade de aproximação entre Fiscal e TI não nasce de um único fator. Ela é resultado da combinação entre a crescente complexidade regulatória e a forma como os sistemas corporativos foram concebidos para administrar as regras do negócio.

 

A complexidade tributária não cabe no ERP padrão

Os grandes ERPs, como SAP e Oracle, foram projetados para atender operações globais. Já a tributação, seja ela internacional ou brasileira, é marcada por um volume elevado de particularidades, exceções e mudanças frequentes.

 

Por isso, a implementação de regras fiscais costuma depender de parametrizações complexas, sistemas complementares, customizações e esforço manual dos profissionais de tecnologia.

 

Dados importantes nem sempre estão sob controle do Fiscal

A determinação de impostos depende de informações cadastrais como NCM, CEST, origem da mercadoria e outras características da operação. Isso cria uma dependência adicional entre Fiscal e TI.

 

É preciso garantir que os critérios tributários estejam sempre atualizados nos sistemas, mas quanto mais sensíveis os dados envolvidos, maior a necessidade de controles e validações sobre eles.

 

Mudanças constantes atrapalham a rotina

Ajustes regulatórios mantêm um fluxo constante de demandas entre Fiscal e TI, e a tendência é que esse volume aumente nos próximos anos com a Reforma Tributária do Consumo.

 

Ao longo do tempo, uma parcela significativa da rotina dos especialistas técnicos passa a ser consumida pela manutenção desses ajustes.

 

O ciclo de uma nova regra tributária

Para entender onde o custo da dependência entre Fiscal e TI se origina, vale a pena observar o caminho percorrido para aplicar uma nova regra tributária nos sistemas da empresa.

 

1. Interpretação da mudança

A área Fiscal analisa a nova regra, avalia os impactos para o negócio e define qual deve ser o tratamento correto.

 

2. Tradução para uma demanda de sistema

Nesse momento, os conceitos tributários passam a ser discutidos em termos de parametrizações, cadastros, integrações etc.

 

3. Avaliação técnica e desenho da solução

A área de TI realiza os ajustes necessários no ERP ou em outros sistemas. Isso pode envolver novas configurações e até desenvolvimentos específicos.

 

4. Implementação e testes

A TI verifica se a solução funciona corretamente do ponto de vista técnico, enquanto o Fiscal confirma se o cálculo e o tratamento tributário estão aderentes à legislação.

 

5. Aprovação e entrada em produção

É nesse momento que todo o trabalho de integração entre Fiscal e TI passa a ser testado em escala, sob as condições reais da operação.

 

Onde os custos aparecem na prática?

Tempo dos especialistas

Cada nova regra tributária mobiliza profissionais altamente especializados. Gradualmente, essas mudanças deixam de ser exceção e passam a definir a rotina das equipes.

 

Ciclos de revisão

Nem toda demanda chega à TI com o nível de detalhamento adequado, e nem toda solução técnica reflete corretamente a intenção da área Fiscal. O resultado é uma sequência adicional de reuniões, ajustes, testes e rodadas de validação.

 

Perda de oportunidades

O time de tecnologia fica tão focado em dar suporte a chamados fiscais que não tem tempo para implementar projetos que poderiam gerar mais valor para o negócio, como inteligência de dados ou automação de processos.

 

Autuações e multas

Um erro na implementação de uma regra tributária pode se propagar por milhares de documentos fiscais antes de ser identificado. Quanto maior o tempo de exposição, maior o risco.

 

Como detectar esses custos?

Falamos bastante sobre tempo de especialistas, retrabalho, validações, riscos e demandas recorrentes de tecnologia. Mas poucas empresas conseguem estimar quanto desse esforço está relacionado ao atrito entre Fiscal e TI na hora de aplicar regras tributárias.

 

Algumas perguntas simples ajudam a dimensionar esse desafio:

    • Mudanças tributárias costumam entrar na fila da TI com que frequência?

    • Elas são tratadas como exceção ou fazem parte da rotina das equipes?

    • Elas costumam ser concluídas na primeira tentativa?

    • É comum interromper outras prioridades para atender mudanças regulatórias?

    • Existe clareza sobre quem é responsável pela aplicação de regras tributárias?

 

Como sair da dependência para a autonomia

Os custos discutidos até aqui não estão associados a um fator específico. Eles são consequência de um modelo em que a determinação de impostos exige a mobilização constante de profissionais fiscais e de TI.

 

Isso leva a um debate cada vez mais comum: as empresas devem continuar administrando sua lógica tributária da mesma forma ou existem alternativas capazes de reduzir esse esforço?

 

Uma possibilidade está na centralização da inteligência fiscal em uma única plataforma, reduzindo a dependência de múltiplos sistemas e intervenções recorrentes. É essa a proposta dos motores de cálculo tributário, também conhecidos como Tax Engines.

 

Modelo tradicional X Motor de cálculo

Enquanto um ERP é concebido para suportar processos globais de negócio, um motor de cálculo é concebido para determinar impostos.

 

Por isso, ele pode concentrar milhões de combinações fiscais em um único ambiente, receber atualizações regulatórias do fornecedor e aplicar os critérios necessários a cada transação em tempo real.

 

O resultado é um modelo em que o cálculo correto de impostos deixa de depender da atualização manual recorrente dos sistemas.

 

Modelo tradicional

Motor de cálculo tributário

Lógica tributária distribuída entre ERP, customizações, sistemas e controles paralelos.

Determinação dos impostos concentrada em uma solução especializada.

Atualizações dependem de ajustes manuais recorrentes.

Atualizações automáticas disponibilizadas pelo fornecedor.

Conhecimento tributário disperso entre sistemas, documentos e equipes.

Regras e critérios centralizados em um único repositório.

A aplicação de regras depende da equipe de TI.

Maior autonomia para administrar regras fiscais.

Adaptação a mudanças regulatórias depende da evolução dos sistemas internos.

Tecnologia desenvolvida especificamente para acompanhar mudanças regulatórias.

 

Check-up Adejo: avalie a complexidade da sua operação

Vimos como a dependência entre Fiscal e TI pode tornar as mudanças tributárias mais lentas, consumir a capacidade das equipes e aumentar o trabalho necessário para manter a operação atualizada.

 

O Check-up de Complexidade Tributária da Adejo ajuda a identificar onde esses desafios estão concentrados.

 

A avaliação considera aspectos como a distribuição da lógica tributária no ambiente tecnológico, a dependência entre áreas e a dificuldade envolvida na adaptação a mudanças.

 

Se você ainda não respondeu, aproveite para entender onde existem oportunidades para reduzir o esforço operacional e liberar capacidade das equipes.