A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram, em junho, a documentação técnica da Plataforma Pública do Split Payment, dando início à adaptação dos agentes responsáveis pelo processamento das operações de pagamento.
Com as especificações em mãos, instituições financeiras e prestadores de serviços de pagamento eletrônico começaram a desenvolver os ajustes necessários em seus sistemas.
Embora alguns aspectos regulatórios ainda estejam em definição, também é possível antecipar os impactos para as empresas e acompanhar a resposta dos fornecedores de tecnologia corporativa, como SAP, Oracle e outros ERPs.
Quanto antes esses impactos forem identificados e avaliados, maior será a capacidade de adequação ao novo modelo, sem ajustes emergenciais próximos à sua implementação.
Menos recursos disponíveis no caixa da operação
Com o Split Payment, as empresas deixam de receber integralmente o valor de uma venda e recolher os tributos posteriormente. Parte do montante pago pelo cliente será direcionada automaticamente ao Fisco no momento da transação.
Na prática, isso significa:
- Redução da disponibilidade imediata de recursos em caixa.
- Maior impacto em organizações com margens estreitas ou que dependem de crédito e capital de giro para financiar suas operações.
- Necessidade de revisão das projeções de fluxo financeiro, da estrutura de capital de giro e dos indicadores financeiros associados ao ciclo de recebimentos.
O Split Payment também afeta a gestão de créditos e devoluções
Além do recolhimento automático de tributos, o Split Payment passa a alimentar processos como compensação de créditos, ressarcimentos, restituições e transferências de valores pagos indevidamente ou em excesso.
Isso amplia o papel das integrações financeiras na Reforma Tributária. Elas deixam de servir apenas ao pagamento dos tributos e passam a ter impacto mais relevante na gestão do fluxo de caixa das empresas.
Adequação envolve tecnologia, integrações e governança de processos
O impacto operacional do Split Payment também alcança os sistemas de gestão empresarial e as integrações com meios de pagamento.
Em ambientes SAP, por exemplo, a avaliação precisa considerar processos de faturamento, recebimento, contabilização, integrações bancárias e conectividade com plataformas de pagamento.
Alterações em qualquer um desses componentes podem produzir efeitos em diversas áreas da companhia.
Por essa razão, a discussão deve envolver equipes de Tecnologia, Processos, Financeiro e áreas de negócio.
Como as empresas podem se preparar desde já
Mesmo com aspectos regulatórios ainda em definição, algumas iniciativas já podem ser colocadas em prática:
- Identificar impactos potenciais em contas a receber, tesouraria, controladoria e conciliação financeira.
- Revisar integrações com meios de pagamento, plataformas financeiras e sistemas bancários.
- Avaliar os reflexos da mudança sobre fluxo de caixa e necessidade de capital de giro.
- Levantar dependências tecnológicas e possíveis adequações em ERPs.
- Acompanhar os roadmaps de atualização dos fornecedores de tecnologia e parceiros de pagamento.
Como a Adejo pode apoiar nesse momento
A divulgação da documentação técnica do Split Payment permite que as empresas entendam de forma mais concreta os impactos desse novo mecanismo em suas operações.
A Adejo apoia esse processo identificando onde as mudanças podem gerar efeitos relevantes, quais áreas serão mais impactadas e quais dependências precisam ser consideradas na estratégia de adequação.
Esse trabalho também contribui para antecipar necessidades de evolução sistêmica e acompanhar como os principais fornecedores de tecnologia, como SAP e Oracle, estão se preparando para atender aos novos requisitos regulatórios.
Entre em contato conosco e dê os primeiros passos na preparação para o Split Payment com uma equipe que acompanha de perto a evolução do tema.
