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A simplificação como estratégia para evoluir o SAP

Written by Adejo News | 24 de set. de 2026 12:51:26

O case de sucesso da Ipiranga com SAP ganhou destaque no mundo corporativo. Uma das maiores empresas brasileiras de distribuição de combustíveis e varejo, a companhia tinha um ERP altamente customizado, que travava a tomada de decisão e limitava a visibilidade e a inovação.

 

A estratégia adotada partiu de um princípio simples: corrigir a base do sistema por meio de uma abordagem clean core, com extensibilidade e escalabilidade de longo prazo. No total, 104 sistemas legados foram analisados, 64 sistemas serão integrados, 40 desativados e mais de 750 interfaces estão sendo construídas.

 

Além do retorno financeiro esperado, a empresa está desenvolvendo uma base tecnológica capaz de sustentar os próximos passos da sua transformação digital.

 

A lição é clara: antes de avançar com iniciativas mais sofisticadas, como Inteligência Artificial (IA), é fundamental solucionar a complexidade existente no ERP.

 

Como a complexidade impacta os resultados

O crescimento de um ambiente SAP costuma vir acompanhado de customizações, integrações e sistemas complementares. Com o tempo, essa estrutura pode se tornar difícil de visualizar e, principalmente, de administrar, já que acaba comprometendo o core do SAP.

 

O impacto acaba aparecendo em três pontos principais da operação:

  • Custo de manutenção

 

Quanto maior o volume de códigos customizados, adaptações e componentes legados, maior tende a ser o esforço necessário para manter o ERP em ordem.

 

Parte relevante do orçamento de TI acaba direcionada à manutenção da estrutura existente, em vez de iniciativas de evolução.

  • Complexidade das integrações

 

O SAP não opera de forma isolada. Ele depende da comunicação com sistemas de vendas, gestão de estoques, relacionamento com clientes, ferramentas financeiras e outras aplicações corporativas.

 

Quanto mais extensa e fragmentada essa arquitetura, maior o esforço para manter o fluxo de dados funcionando.

  • Capacidade de mudança

 

Uma arquitetura complexa também afeta a velocidade com que novas demandas podem ser implementadas.

 

Alterações que deveriam ser simples passam a exigir análises de impacto, testes adicionais e ajustes em diferentes pontos do ERP.

 

A complexidade fiscal também é um grande desafio

A operação fiscal depende de um conjunto amplo de regras e tratamentos específicos dentro do SAP. Quando essa estrutura cresce sem governança clara, a complexidade deixa de estar apenas na legislação e passa a fazer parte da própria arquitetura do ERP.

 

  • A falta de padronização nas interfaces com sistemas fiscais aumenta o esforço de manutenção e dificulta a correção de falhas.
  • Quanto mais exceções são tratadas diretamente no ERP, maior a dificuldade para entender, manter e atualizar a lógica fiscal.
  • Ao longo do tempo, customizações e soluções pontuais podem criar dependências que tornam cada mudança mais trabalhosa.
  • A fase de transição da Reforma Tributária do Consumo impõe o desafio adicional de lidar com dois regimes tributários distintos até 2033.

 

Simplificar antes de transformar

Antes de incorporar novas tecnologias ao SAP, é preciso entender o ambiente atual e eliminar os elementos que dificultam sua evolução.

 

Isso envolve substituir customizações por técnicas de extensibilidade, organizar integrações e desativar sistemas legados que já não são necessários, com critérios claros para orientar cada decisão. A estratégia clean core, adotada pela Ipiranga e por outras organizações, segue essa lógica ao tornar a arquitetura mais simples e governável.

 

O objetivo é preparar o SAP para evoluir com previsibilidade, seja para incorporar novas tecnologias, acompanhar alterações fiscais ou responder às demandas do negócio. Quanto mais organizada e controlada for essa estrutura, mais ágil tende a ser cada mudança.

 

Implementar IA deve ser prioridade no SAP?

A adoção de agentes de IA é um dos principais movimentos atuais no mercado de tecnologia, e o SAP também vem ampliando suas possibilidades nesse campo. A proposta combina aplicações, dados e inteligência para apoiar tanto usuários quanto desenvolvedores.

 

Mas isso não pode ser tratado como um objetivo em si. Antes de definir prioridades, é preciso avaliar onde a tecnologia pode gerar valor e se o ambiente atual do ERP oferece as condições necessárias para isso.

 

Cinco perguntas ajudam nessa análise:

  • 1. Onde a IA pode gerar mais valor? (Identificar processos repetitivos, de alto volume ou baseados em regras claras.)
  • 2. Qual é a causa da ineficiência? (Entender se os ganhos operacionais podem ser obtidos com projetos mais simples.)
  • 3. Os dados estão estruturados? (Avaliar qualidade, organização, disponibilidade e governança dos dados que serão utilizados.)
  • 4. O retorno justifica o investimento? (Comparar o potencial de ganho com custos de implementação.)
  • 5. A equipe está preparada? (Avaliar se os profissionais de tecnologia enxergam valor na mudança e se haverá necessidade de capacitação.)

 

Para os melhores resultados, conte com a parceria certa

A evolução do SAP envolve decisões que combinam tecnologia, processos, equipes e objetivos de negócio. Considerar todos esses pontos é essencial para identificar prioridades e definir o caminho mais adequado para cada organização.

Por isso, a Adejo reúne profissionais multidisciplinares que apoiam essa jornada, desde a análise do ambiente atual do ERP até a definição e execução das mudanças necessárias, com atenção às particularidades de cada área.

 

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