O case de sucesso da Ipiranga com SAP ganhou destaque no mundo corporativo. Uma das maiores empresas brasileiras de distribuição de combustíveis e varejo, a companhia tinha um ERP altamente customizado, que travava a tomada de decisão e limitava a visibilidade e a inovação.
A estratégia adotada partiu de um princípio simples: corrigir a base do sistema por meio de uma abordagem clean core, com extensibilidade e escalabilidade de longo prazo. No total, 104 sistemas legados foram analisados, 64 sistemas serão integrados, 40 desativados e mais de 750 interfaces estão sendo construídas.
Além do retorno financeiro esperado, a empresa está desenvolvendo uma base tecnológica capaz de sustentar os próximos passos da sua transformação digital.
A lição é clara: antes de avançar com iniciativas mais sofisticadas, como Inteligência Artificial (IA), é fundamental solucionar a complexidade existente no ERP.
O crescimento de um ambiente SAP costuma vir acompanhado de customizações, integrações e sistemas complementares. Com o tempo, essa estrutura pode se tornar difícil de visualizar e, principalmente, de administrar, já que acaba comprometendo o core do SAP.
O impacto acaba aparecendo em três pontos principais da operação:
Quanto maior o volume de códigos customizados, adaptações e componentes legados, maior tende a ser o esforço necessário para manter o ERP em ordem.
Parte relevante do orçamento de TI acaba direcionada à manutenção da estrutura existente, em vez de iniciativas de evolução.
O SAP não opera de forma isolada. Ele depende da comunicação com sistemas de vendas, gestão de estoques, relacionamento com clientes, ferramentas financeiras e outras aplicações corporativas.
Quanto mais extensa e fragmentada essa arquitetura, maior o esforço para manter o fluxo de dados funcionando.
Uma arquitetura complexa também afeta a velocidade com que novas demandas podem ser implementadas.
Alterações que deveriam ser simples passam a exigir análises de impacto, testes adicionais e ajustes em diferentes pontos do ERP.
A operação fiscal depende de um conjunto amplo de regras e tratamentos específicos dentro do SAP. Quando essa estrutura cresce sem governança clara, a complexidade deixa de estar apenas na legislação e passa a fazer parte da própria arquitetura do ERP.
Antes de incorporar novas tecnologias ao SAP, é preciso entender o ambiente atual e eliminar os elementos que dificultam sua evolução.
Isso envolve substituir customizações por técnicas de extensibilidade, organizar integrações e desativar sistemas legados que já não são necessários, com critérios claros para orientar cada decisão. A estratégia clean core, adotada pela Ipiranga e por outras organizações, segue essa lógica ao tornar a arquitetura mais simples e governável.
O objetivo é preparar o SAP para evoluir com previsibilidade, seja para incorporar novas tecnologias, acompanhar alterações fiscais ou responder às demandas do negócio. Quanto mais organizada e controlada for essa estrutura, mais ágil tende a ser cada mudança.
A adoção de agentes de IA é um dos principais movimentos atuais no mercado de tecnologia, e o SAP também vem ampliando suas possibilidades nesse campo. A proposta combina aplicações, dados e inteligência para apoiar tanto usuários quanto desenvolvedores.
Mas isso não pode ser tratado como um objetivo em si. Antes de definir prioridades, é preciso avaliar onde a tecnologia pode gerar valor e se o ambiente atual do ERP oferece as condições necessárias para isso.
Cinco perguntas ajudam nessa análise:
A evolução do SAP envolve decisões que combinam tecnologia, processos, equipes e objetivos de negócio. Considerar todos esses pontos é essencial para identificar prioridades e definir o caminho mais adequado para cada organização.
Por isso, a Adejo reúne profissionais multidisciplinares que apoiam essa jornada, desde a análise do ambiente atual do ERP até a definição e execução das mudanças necessárias, com atenção às particularidades de cada área.